Resenha de “Os Dois Mundos de Astrid Jones”, de A. S. King

asEsse livro foi muito indicado pela também autora Dayse Dantas, então eu estava super curiosa para conhecer o trabalho da A. S. King. Fiquei muito feliz quando a Gutenberg anunciou que iria publicar Os Dois Mundos de Astrid Jones (Ask the passengers). E não sabia bem o que esperar da história e acabei me surpreendendo!

Tenho que confessar que achei a protagonista muito distante e nada simpática, mas o legal da escrita da King é que você pode gostar do livro e da mensagem que ele traz sem se encantar pela personagem principal (mas aposto que muita gente gostou e irá se identificar com o jeito da Astrid). Astrid Jones vive na bucólica cidade de interior Unit Valley e até hoje não se acostumou, pois antes sua família era de Nova York e foi uma mudança enorme para ela e sua irmã quanto à adaptação. Se sentindo cada vez mais deslocada em casa – sua mãe é uma mulher controladora, agorafóbica e egoísta, sua irmã mais nova precisa manter a pose de popular e o pai vive fumando maconha para aguentar seus problemas pessoais -, a garota de 17 anos precisa desabafar e se sentir amada e é por isso que ela cria o interessante hobby de deitar no jardim e admirar os aviões que passam, enviando pensamentos positivos e amor para os passageiros. O legal é que tem trechos que contam o que está acontecendo com diferentes passageiros na hora que a Astrid envia seu amor, e é como se eles sentissem. <3

No entanto, Astrid guarda segredos (seus e de sua melhor amiga) e quando precisa revelá-los, o livro demonstra uma ótima discussão sobre autoaceitação e descobrimento pessoal. Fiquei fascinada pela forma como a autora tratou o assunto pessoal da protagonista e, embora já tenha lido muitos livros com romances gays, foi a primeira vez que vi a história sobre a perspectiva feminina, sobre ser lésbica. Ou ser bissexual. Ou ser hétero. Os Dois Mundos de Astrid Jones é justamente sobre não criar rótulos, não pressionar e apoiar aqueles que amamos (e os que não gostamos também, porque ninguém tem que se meter na vida de ninguém, não é mesmo?). Compaixão é a palavra-chave.

Começo a me ressentir. Você quer dizer que estamos no século XXI e esse cara é pago para ter conversas corretivas com alunos da escola sobre como eles não devem odiar os outros? Isso não é elementar? Não devia ser automático? Que tipo de espécie somos nós se precisamos de gente que venha falar sobre essa merda? (página 245)

Esse parágrafo me lembrou quando apareceu uma mensagem do presidente Obama durante o Grammy 2015 pedindo para que não cometam violência contra a mulher. Estamos no futuro de Os Jetsons, mas ainda precisamos que alguém fale o óbvio para a maioria. É revoltante!

Esse livro traz questões importantes como bullying, conflitos familiares, amadurecimento e o contato com diferentes experiências pessoais. Com a mensagem mais do que clara que o amor é mais importante do que qualquer coisa. Espero que deem uma chance e aproveitem a leitura! <3

Os Dois Mundos de Astrid Jones é lançamento da editora Gutenberg. Adicione no skoob e no goodreads. Saiba onde comprar.

por Babi Dewet. Mora no Rio de Janeiro, é autora da trilogia de livros Sábado à Noite, formada em Cinema, Galaxy Defender, Caçadora de Sombras, Jedi, Sonserina, fã de Kpop, empresária neurótica, amante de gatos, doces, fanfics, séries de TV coreanas e filmes bobos americanos.
Livros de “A Turma da Mônica” serão lançados

Em agosto, a Companhia das Letrinhas publicará Mônica é daltônica?. Ilustrado por Odilon Moraes, o livro será o primeiro da coleção de publicações infantis vertidas em prosa e baseadas nas histórias clássicas de Maurício de Sousa. Outros três títulos estão previstos para ainda serem lançados.

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por Babi Dewet. Mora no Rio de Janeiro, é autora da trilogia de livros Sábado à Noite, formada em Cinema, Galaxy Defender, Caçadora de Sombras, Jedi, Sonserina, fã de Kpop, empresária neurótica, amante de gatos, doces, fanfics, séries de TV coreanas e filmes bobos americanos.
Capa de “Perdidos Por Aí”

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Saiu a capa de Perdidos Por Aí, do autor Adi Alsaid, que será lançado pela editora Verus em julho desse ano. Eu não conhecia o trabalho de Alsaid, mas a capa me chamou atenção e me interessei muito pela sinopse. Já entrou para a minha wishlist!

Sinopse: Quatro jovens ao redor do país têm apenas uma coisa em comum: uma garota chamada Leila. Ela entra na vida de cada um com seu carro absurdamente vermelho no momento em que eles mais precisam de alguém. Entre eles está Hudson, mecânico em uma cidadezinha, que está disposto a jogar fora seus sonhos de amor verdadeiro. E Bree, uma garota que fugiu de casa e curte todas as terças-feiras — além de algumas transgressões ao longo do caminho. Elliot acredita em finais felizes… até sua vida sair totalmente do script. Enquanto isso, Sonia pensa que, quando perdeu o namorado, também perdeu a capacidade de amar. Hudson, Bree, Elliot e Sonia encontram uma amiga em Leila. E, quando ela vai embora, a vida de cada um deles está transformada para sempre. Mas é durante sua própria jornada de quase sete mil quilômetros através do país que Leila descobre a verdade mais importante: às vezes, aquilo de que você mais precisa está exatamente no ponto onde começou. E talvez a única maneira de encontrar o que você está procurando seja se perder ao longo do caminho. Adicione no skoob.

por Babi Dewet. Mora no Rio de Janeiro, é autora da trilogia de livros Sábado à Noite, formada em Cinema, Galaxy Defender, Caçadora de Sombras, Jedi, Sonserina, fã de Kpop, empresária neurótica, amante de gatos, doces, fanfics, séries de TV coreanas e filmes bobos americanos.
O que esperar do 5 Seconds of Summer?

Olá pessoal, tudo bem?

Quando o assunto é rock, acredito que sempre rola perguntas como: “O Rock morreu? Qual seria o futuro do Rock?“… As respostas são variadas, e se vocês querem saber a minha, aí vai: Não, o Rock não morreu. ele apenas (assim como muitos de seus representantes) teve relações amorosas com outros gêneros musicais, se esqueceu de usar proteção e saiu espalhando filhos bastardos pelo mundo. Não é a toa que há algumas semanas li um artigo da Billboard falando sobre como o One Direction estava trazendo o Rock de volta à cultura popular. Na hora que li fiquei o título fiquei boquiaberto, me perguntei “sério?” e fui conferir por mim mesmo. Tirem suas conclusões:


One Direction mandando muito no pop rock

Não estou querendo dizer que você vai começar a pintar as unhas de pink e escolher seu garoto favorito do One Direction, mas que devemos usar de um olhar “diferente” para essas coisas (e, se possível, com uma mente mais aberta também). Até porque é altamente provável que você, que veio de um “momento cultural” diferente, não vá dar muita bola para as novidades, MAS quem sabe sua vizinha(o) ou filhotes passam a curtir essas coisas e tal… Não é BEM melhor que Galinha Pintadinha?

E é com esse olhar que (finalmente!!! ufa… Confessa que até você se cansou da introdução) hoje lhes apresento a 5 Seconds of Summer. O nome lembra a 30 Seconds to Mars (cuidado pra não se confundir), mas os meninos estão mais para o que resultaria se o já citado One Direction pegassem instrumentos musicais e fossem brincar de Blink-182.

Formada por Calum Hood, Luke Hemmings, Michael Clifford e Ashton Irwin, o 5SOS vem conquistando espaço no coração das meninas e no ouvido dos rapazes que não se incomodam com a viadagem interna dos integrantes. O primeiro single de seu álbum de estreia (que já saiu por aqui), She Looks So Perfect (veja abaixo o vídeo), entrou no top 10 de SEIS países (SEIS! Cinco desses em primeiro) e o álbum, auto-intitulado, recebeu aceitação positiva da crítica e vendeu mais de 260 mil cópias na primeira semana – só nos Estados Unidos.

“Mas e aí, Da5vi*, o que a gente pode esperar dessa 5 Seconds of Summer?” Elementar, meu parsa: A VOLTA DO ROCK PARA A MÚSICA POPULAR!!!** Com o sucesso desses meninos, mais bandas terão espaço e serão consideradas “apostas” nas gravadoras. No início vai rolar bastante trampo genérico, PORÉM… Com o tempo, bandas de estilos diferentes vão surgir (e com toda velocidade de informação e a fome por novidades, não vai demorar), inovando e trazendo um som cada vez mais hardcore e BAM!!! O rock estará no topo de novo. É o começo de uma nova era na música, meu brother. E muitas mudanças ainda estão para acontecer. #Otimismo

*Pra quem não sabe, o cinco é mudo!
**SINTAM MINHA ALEGRIA

Escrito enquanto ouvia massivamente “Move Along”, do The All-American Rejects.

por Da5vi. Um meio termo entre o Will Burton e Cameron Frye. Enquanto o Ferris é o rei de matar aula (isso existe? lol), sou o rei da hiperatividade, AEHOOO!!! Fui criado pelos filmes do John Hughes e pago mó pau pros Beatles (menos pro Lennon, porque sou #TEAMGEORGE). Ah, também sou super fã da cultura punk/new wave e dos anos 80. Vim do passado, mas meu capacitor de fluxos quebrou, não sou íntimo do Doc... Acabei preso aqui! O cinco é mudo.