Resenha de “A Garota de Papel”, de Guillaume Musso | Babi Dewet

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Babi Dewet tem 27 anos, mora no Rio de Janeiro, é autora da trilogia Sábado à Noite, blogueira, formada em Cinema, professora, Galaxy Defender, Jedi, Sonserina, fã de Kpop, empresária neurótica, amante de séries de TV coreanas e filmes bobos americanos.




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Sábado à Noite
Bastidores de um romance entre as garotas populares e os marotos do colégio, com muita música, garotos mascarados e noites estreladas dançando na praia!
- Em 2011 ganhou o prêmio Codex de Ouro na categoria Voto Popular.
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Sábado à Noite 2 - Dos Bailes para a Fama
Segundo livro da trilogia que mostra como Amanda vai enfrentar o resultado de seus erros e amadurecer. Bastidores de uma adolescência regrada a amigos, paintball, festas de madrugada e muita música com um festival que vai abalar a banda mais famosa da cidade!
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04 abr 2012

Resenha de “A Garota de Papel”, de Guillaume Musso

Só de ler o nome do livro já me chamou a atenção. A capa, super bonita, é outro adendo à vontade de ler. Entre as capas internacionais, a da editora Verus é – de longe – a melhor delas. Olha aí no final da resenha. Se ler a sinopse, inclusive se for escritor, será totalmente apelativo. Imagina só: seu personagem sai direto das páginas do seu livro para salvar a sua vida. A verdade é que, como autor, a gente passa a pensar em nossos personagens como pessoas de verdade. Eles criam vida na nossa imaginação e, por passarem tanto tempo conosco escrevendo suas histórias, acabam se tornando bastante… reais. E achei muito interessante que Guillaume Musso colocasse isso no papel.

Mas preciso dizer que tivemos pontos fortes e alguns bastante fracos durante a leitura. Vou tentar pontuar com menos spoiler possíveis, não se preocupem. Porque, primeiro, a escrita de Guillaume é super fácil, divertida e cativante. Ele escreve com um jeito todo real, como se estivesse realmente te contando aquela história, que você nem vê passar. E inclusive nesse livro que a primeira pessoa se torna terceira pessoa de um capítulo pro outro. Pode soar estranho, mas o autor faz com que isso seja completamente plausível. Um personagem narra o que acontece com ele – e o misterioro narrador fala sobre a vida de seus amigos. Sabe o clássico “escreva como fala”? Encaixa bem aqui e é um ponto positivo.

O livro começa também com matérias jornalisticas, emails e notícias como introdução à vida do personagem. É uma ótima forma de explicar onde a história se encontra sem precisar contar A + B. Escritores,  por favor, se inspirem!

A Garota de Papel conta a história de Tom Boyd, escritor de um grande sucesso literário jovem (tipo Crepúsculo ou Sussurro) que, por um problema amoroso, acaba ficando em depressão sem conseguir escrever. Sua vida pessoal desmorona, assim como a profissional. E os fãs estão aguardando. Cadê o último livro da série? Quando, frente ao desespero, Tom acaba conhecendo uma garota que, teoricamente, caiu no seu mundo sem pé nem cabeça dizendo ser Billie, uma personagem secundária de seu romance (que, aliás, sofre pra caramba! Coitada!). Isso poderia realmente acontecer? Mas como ela sabe tanto sobre suas próprias idéias?
No meio disso tudo é contada a vida de seus dois melhores amigos, Carole e Milo, que enfrentam o pão que o diabo amassou pra fazer Tom voltar à vida.

E também, a parte que mais me confundiu, o trajeto que um livro perdido e incompleto (vocês vão saber sobre quando tiverem o livro, aham!) pelo mundo, passando por diversas pessoas diferentes e tocando várias vidas. Sei que o autor pensou nisso como algo bonito – mas simplesmente saiu confuso. Fora isso, Tom e Milo – apesar de falidos – viajam pros quatro cantos do mundo e eu realmente não entendi o limite de cartão de crédito deles. Não faz sentido. E isso me chateou um pouco ao longo do livro, algumas coisas de repente não faziam muito sentido.

Mas o final é realmente muito interessante e inesperado. Melhor do que se fosse uma pura ficção. Apesar de parecer um pouco corrido – as coisas acontecem tipo “vamos viajar. Ok, vamos” e a galera vai e pronto. Que se dane a vida.

Um livro pra leitores e escritores, com muitos sentimentos e discussões sobre criatividade e bloqueios. É um livro sentimental, ao mesmo tempo que muito divertido e cativante. Vale a pena! Foi uma bela surpresa!

“A tela exibia o site amazon.com. Só com a pré-venda, meu ‘futuro romance’ já ocupava o primeiro lugar da lista de mais vendidos, imediatamente antes do quarto volume de Millennium. “O que acha disso”, perguntou. “Achei que Stieg Larsson estava morto e que o volume quatro jamais seria publicado!” “Estou falando do seu livro, Tom!”"

“Se a arte existe porque a realidade não é suficiente, talvez chegue um momento em que a arte tampouco seja suficiente, passando o bastão à loucura e à morte.”

A Garota de Papel é um lançamento da editora Verus. Adicione no Skoob. Saiba onde comprar.



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