Resenha de “O filho de Netuno” | Babi Dewet

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Babi Dewet tem 26 anos, mora no Rio de Janeiro, é autora do livro Sábado à Noite, blogueira, formada em Cinema, professora, Galaxy Defender, Jedi, Sonserina, fã de Kpop, empresária neurótica, amante de séries de TV coreanas e filmes bobos americanos.




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10 jul 2012

Resenha de “O filho de Netuno”

Se em “O Herói PerdidoRick Riordan nos mostrou um pouquinho do outro lado dos Deuses Olimpianos, em “O Filho de Netuno” você conhecerá todo o lado romano dos deuses. E já adianto logo: é sensacional! Claro que segue a mesma fórmula: um trio de semideuses, uma missão com poucos dias quase impossível e vários conflitos pessoais. Mas no segundo volume da série Os Heróis do Olimpo tudo surpreende.

Primeiro conhecemos um outro Percy Jackson. Menos mimizento e sentimental, ele precisa descobrir quem é e do que é capaz de fazer, quando acorda sem memória. Percy fica oito meses sozinho e longe de seus amigos, e a única lembrança que tem é de Annabeth. A loba Lupa o treina por algum tempo e o manda seguir em direção ao Acampamento Júpiter. Mesmo chegando como um herói ao seu novo lar, ele precisa mostrar que é confiável e que, nem sempre, ter um filho de Netuno (Poseidon) por perto dá azar.

Percy é acolhido por Hazel e Frank, dois semideuses meio excluídos e esquisitos. E é aí que a história ganha mais vida. Os novos amigos de Percy possuem um background fantástico, com dramas mais assustadores. Hazel é filha de Plutão (Hades) e morre (que irônico! Haha) de medo que alguém descubra sua maldição. Já Frank pode parecer bobão e desengonçado, mas tem um poder de dar inveja até em deuses, porém sua fraqueza é evidente e ele precisa esconder seu maior segredo para não correr risco de vida. Juntos, os três precisam ir até o Alasca salvar o Deus da Morte Letus (Tânatos) e impedir que Gaia triunfe, tudo isso em quatro dias antes do festival da Fortuna.

Não vou falar mais por causa de spoilers, mas, na minha opinião, o autor amadureceu sua narrativa, que está menos infantilizada. Claro que ainda está cheia de sarcasmo e tiradas brilhantes, como “Percy dormiu que nem uma vítima da Medusa, feito pedra”, e todos componentes se encaixam facilmente. Não existe (ou aparece) um personagem à toa. De um Deus que vive numa pedra até um simples cavalo, todos têm seus papéis definidos e são importantes para as missões dos heróis.

Senti muita falta de personagens antigos, como Grover e Annabeth, mas em compensação novos personagens como Reyna (pretora do Acampamento Júpiter) e Ella (uma harpia super fofa) apaziguaram a saudade. Sem falar que Tyson aparece no final e arranca boas risadas atacando “homens-pôneis malvados”.

Jason, Piper, Leo, Hazel, Frank, Percy e mais um semideus (torcendo para que seja Annabeth) são os sete heróis da “Grande Profecia”, como os gregos chamam, ou da “Profecia dos Sete”, segundo os romanos. Eles precisarão convencer Júpiter (Zeus) deus-todo-poderoso-cabeça-dura de que só vencerão a Mãe-Terra se semideuses e deuses lutarem juntos e em harmonia. Eles agora seguirão para a Roma verdadeira e lá iniciarão a batalha final. Mal posso esperar pelo terceiro livro da série, “A marca de Atena”.

Mas porque será que essa capa não me agrada muito? Hmm…

O filho de Netuno é um lançamento de 2012 da editora Intrinseca e parte da série Os Heróis do Olimpo. Adicione no Skoob.



18 Comentários em Resenha de “O filho de Netuno”

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