“DNCE” é meu álbum favorito de 2016

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por @Da5vi

2016 foi o ano mais peculiar da música pop, porque a música pop quis ser tudo… menos pop. Isso gerou uma quantidade imensurável de canções que de tanto querer soar eletrônicas, alternativas e “Lana Del Rey cool” acabaram se tornando pra lá de blasé – sem contar as inúmeras rebeliões de artistas pop que estavam ultra-cansados de não fazer nada para mudar o mundo ao seu redor.

E então veio a DNCE, com suas músicas energéticas e letras sobre ser feliz (e muito sequiçu com direito a bolo e tal) que sempre são acompanhadas de melodias retrô-anos 80 que são bem mais eletrizantes e agitadas que qualquer trabalho do Calvin Harris que não conseguiu escapar da produção excessivamente computadorizada.

Desse espírito lindo, maravilhoso e safadinho saiu o auto-intitulado álbum de estreia da banda formada por Jone JonasJinJoo LeeCole WhittleJack Lawless. O trabalho já começa com uma canção também nomeada em homenagem à DNCE que vai fazer você dançar, mesmo que seja apenas com as mãozinhas. Depois nós somos re-apresentados à Cake By The Ocean e Body Moves, músicas que viraram singles e que todo mundo já conhece e ama.

Good Day segue essa mesma coisinha anos 2000, só que na letra. Aqui fica bem mais bacana e evidente os gritos em grupo (há um termo pra eles, não lembro qual) – rolam em “Today is gonna be a good day/Don’t care what anybody else say” – e, de quebra, ainda há um baixo incrível (sou fã de baixo mesmo) aqui e ali, e te faz dançar com um som de violão de uma forma que você, vendo cover do YouTube, nunca pensou ser possível.

Almost é a quase-balada do disco e embora seja animadinha, quebra um pouco a energia traçada pelas outras sete músicas. Depois dela, voltamos para a vibe Doctor You com a música Naked, que consegue ser ainda mais eletrizante e pegajosa que a minha favorita (acontece, né), com um refrão indecente-porém-legal.

Truthfully é a balada oficial do disco e faz o mesmo des-serviço de Almost (Fazer o quê? Tem que dar um descanso para nossas pernas mesmo), mas depois de um tempo se tornou uma das minhas favoritas. Saímos desse espírito paradão com Be Mean, uma música com espírito dos anos oitenta e um ode ao universo meio 50 Tons de Cinza, e Pay My Rent, a minha favorita do EP Swaay. O álbum encerra com Unsweet, mantendo a vibe incrivelmente fantástica que faz desse disco um must have pra todo mundo que adora música feliz.

DNCE aposta num pop “como o pop deve ser” para seu álbum de estreia, e o resultado disso são músicas despreocupadas, retrôs, felizes, chicletes e INFELIZMENTE bastante atípicas para 2016. Joe quem está por trás das letras (junto com 10849849 outros compositores), e é interessante vê-lo se desprender da imagem de “rapaz do anel da virgindade” com todas essas músicas safadonas como Body Moves. Sinceramente, é também um alívio que ele não siga o caminho do pop deprê que o irmão Nick está trilhando com aquele disco mórbido que não me deu nem vontade de terminar de ouvir a primeira música.

Obrigado, DNCE, por salvar a música pop de 2016!

por Da5vi. Ama power pop, rock clássico, punk, new wave e punk pop, mas descobriu q pop mainstream pode ser cool. O cinco é mudo.

1 comentário

  1. Mauricio disse:

    Muito bacana o site e playlist é muito bacana parabéns pelo site!!!

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