200 anos de “Orgulho e Preconceito”

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Você já ouviu falar em Orgulho e Preconceito. Sr. Darcy, Elizabeth Bennet, amor impossível, química perfeita, alta sociedade, humildade, aristocracia, sutileza, sarcasmo e… Colin Firth (sou Team Matthew Macfadyen, o da foto aí de cima, mas a gente precisa mencionar o Colin!)! O clássico de Jane Austen completa hoje 200 anos – aposto que Jane nunca teria imaginado esse sucesso todo! Uma história que deu ao mundo literário (e ao resto da cultura pop, filmes e tudo mais) uma nova visão sobre romance.

Leia minha resenha e dê uma chance ao clássico.

Pense o seguinte, Elizabeth Bennet é uma entre cinco filhas, que vivem de forma humilde. Na época, um dos papéis da mulher era conseguir um bom casamento por interesse. Lizz nunca aceitou muito nisso. Apesar de querer se casar por amor, não imaginava algum dia se apaixonar por alguém suficiente. Fora que havia o preconceito entre mudar de escala na sociedade. Quando conhece Mr. Darcy, o aristocrata amigo de um rapaz que corteja sua irmã, ela o odeia de cara. Ele não vê beleza em Elizabeth e ela não vê um bom caráter nele. Grosso, esnobe e orgulhoso, é o que ela acha. Entre conflitos, olhares e situações, Darcy e Elizabeth vão aos poucos percebendo o quanto os dois estavam errados. Ardentemente.

por Babi Dewet. Mora no Rio de Janeiro, é autora da trilogia de livros Sábado à Noite, formada em Cinema, Galaxy Defender, Caçadora de Sombras, Jedi, Sonserina, fã de Kpop, empresária neurótica, amante de gatos, doces, fanfics, séries de TV coreanas e filmes bobos americanos.
Capas vintage de James Bond

Até o ano passado a Penguin internacional tinha os direitos de publicação das obras de James Bond, do autor Ian Fleming. Tendo agora os direitos na Inglaterra, por exemplo, a Random House precisou recriar as capas para o relançamento e algumas delas são super bonitas! É o caso das versões vintage (que serão lançadas em Setembro) que tem esse tipão moderno e simples, mas que passam uma impressão de antiguidade que as histórias do 007 têm. A tipografia é linda!
No Brasil, se não me engano, os direitos dos livros do autor são da editora Record.




por Babi Dewet. Mora no Rio de Janeiro, é autora da trilogia de livros Sábado à Noite, formada em Cinema, Galaxy Defender, Caçadora de Sombras, Jedi, Sonserina, fã de Kpop, empresária neurótica, amante de gatos, doces, fanfics, séries de TV coreanas e filmes bobos americanos.
Resenha de O Grande Gatsby

Gosto muito de dar uma opinião mais simplória e jovem de livros clássicos. Porque, se antes eu tinha algum preconceito e chatice pra ler alguns dos livros mais famosos, agora eu fico me roendo pra conhecê-los. Isso acontece. Talvez aconteça porque meu lado “odeio a professora de literatura” amadureceu; talvez seja só curiosidade mesmo. O fato é que Orgulho e Preconceito abriu uma comporta que só a Companhia das Letras poderia conter.

Sempre pensei em F. Scott Fitzgerald como um autor difícil. Um gênio, com uma mulher no hospício e alcólatra, foi um dos escritores da chamada “geração perdida” da literatura americana. Seus livros refletem uma época, um modismo e estilo de vida boêmio que é apalpável e claro na imaginação. Ficou marcado.
O Grande Gatsby, lançado em 1925, é um romance clássico sobre a alta sociedade americana e uma crítica ao famoso “sonho americano”.
Para quem está acostumado a uma linguagem mais clara, muitos diálogos explicativos e uma leitura crescente da história, pode ficar um pouco perdido no mundo de Gatbsy. Não por ser difícil, longe disso. Além do mais, é engraçado e espirituoso.

O personagem Gatsby é de longe o cara que esperei que fosse. Ao mesmo tempo que eu imaginava o físico do Leonardo DiCaprio (já que soube antes que ele iria fazer o filme), durante a leitura eu não conseguia deixar de pensar nele como um cara bem mais… velho. Cansado, que desistiu da vida e dos sonhos, mesmo que seja justamente sobre a busca deles que o livro retrate. O personagem principal, Nick – quem narra a história – é cheio de contradições, mas muito bem construído, amigo e alguém que claramente vê os acontecimentos de fora. Daisy, minha preferida, é repleta de citações fantasiosas, comentários que não se encaixam nas cenas e uma loucura meio vívida na forma etérea de ver a vida.

A história é sobre esse cara, Gatsby, um milionário que vive para dar festas em sua mansão. Pessoas de todo lugar comparecem. Pessoas que não sabem que é Gatsby curtem a festa a seu lado, fofocando sobre sua vida, enquanto o dono da casa se diverte assistindo. Ele é basicamente isso por um bom tempo: observador.
Nick Carraway, o narrador, acaba se mudando para a casa ao lado. Em um reencontro com a prima Daisy, casada com Tom, conhece Jordan – uma esportista que logo inicia um romance com ele. Ao ficar mais próximo de Jay Gatsby, acaba descobrindo que algumas fofocas podem ser reais, que a vida de seu amigo é uma grande confusão e que Jay é um cara melhor do que ele imaginava ser.

O livro retrata essa juventude que comemora o caos da Primeira Guerra Mundial com a proibição da bebida alcólica, o jazz, o mercado negro e o romance libertino. De primeira, nos anos 20, não foi considerado um livro popular – ao contrário de hoje em dia, que é obrigatório sobre a literatura americana.

Você espera um romance, você tem esse romance. Com um contexto mais sério, uma maior intensidade e na visão de alguém pé no chão, o livro de fato é muito bom e envolvente. Não atoa está classificado em segundo lugar no top 100 das melhores novelas do século XX.

O Grande Gatsby é um relançamento da Companhia das Letras (Penguin Companhia), escrito por F. Scott Fitzgerald. Já foi adaptado para os cinemas nos anos 70, tendo uma nova adaptação para sair ano que vem. Adicione no Skoob. Saiba onde comprar.

Confira algumas capas de outras edições:

por Babi Dewet. Mora no Rio de Janeiro, é autora da trilogia de livros Sábado à Noite, formada em Cinema, Galaxy Defender, Caçadora de Sombras, Jedi, Sonserina, fã de Kpop, empresária neurótica, amante de gatos, doces, fanfics, séries de TV coreanas e filmes bobos americanos.
Resenha – Orgulho e Preconceito

Sabe um daqueles livros que você conhece toda a história, conhece a autora, todo mundo fala dele e ainda assim você tem preguiça de ler? Eu tenho preguiça de alguns clássicos. Admito. Gosto de leitura fácil, desenrolada e que sirva pra me entreter. Não é uma regra, mas quando tenho alguns livros para ler eu procuro não incluir uma leitura mais densa no meio.
Mas graças à Penguin Companhia eu me libertei.
Ok, parece propaganda gratuita ou então algum tipo de sermão. A verdade é que eu nunca tinha parado pra pensar em ler Orgulho e Preconceito da Jane Austen até a Penguin me oferecer o livro e, sinceramente, foi um dos maiores prazeres do ano. Mesmo já conhecendo a história em nada foi entediante ou previsível. Foi uma leitura deliciosa, cheia de surpresas e de uma doçura sem limites.

Orgulho e Preconceito foi editado pela primeira vez em 1813, enquanto Jane Austen ainda estava viva. Foi publicado em três volumes originalmente, mas lançado muitas vezes depois como um só livro. Apesar de alguns erros de grafia na época, Jane escreveu em uma carta “Um ‘disse ele’ ou ‘disse ela’ teriam em algum ponto tornado o diálogo mais claro, mas eu não escrevo para elfos estúpidos e nem eles são lá tão ingênuos“.
Você consegue notar que sua linguagem é mais firme, doa a quem doer. E isso faz do livro um verdadeiro clássico. É, além de atemporal na leitura, crítica social, política e à ignorância. Elizabeth Bennet é um exemplo de personagem com personalidade, inteligente, perspicaz, irônica e carismática. Assim como o personagem delicioso de Darcy, que tem um caráter sólido e misterioso, sendo odioso de início. Você sabe quem tem algo ali e você quer descobrir o que é. Outros personagens também são exemplos caricaturados da vida normal, cheios de metáforas valiosas.

O que senti com o livro? Eu me apaixonei. Foi amor logo no início – e, parafraseando Mr. Darcy, ardentemente! – quando me deparei com uma personagem tão sensível e ao mesmo tempo tão determinada. É revigorante. O amor e o afeto entre o casal principal é algo tão sutil e que acontece tão gradativamente, mediante descobertas de caráter um do outro, que é ao mesmo tempo genial e delicioso. Em uma das noites de leitura eu mal consegui dormir. Parei forçadamente em um capítulo sobre Pomberley – porque a visão estava embaçada – e dormi tentando imaginar o que Elizabeth veria lá, se ela encontraria Darcy, a irmã dele etc.

Ah, desculpe. Você pode estar se perguntando do que se trata essa história, enquanto eu estou falando e falando do meu amor por ela. Pense o seguinte, Elizabeth Bennet é uma entre cinco filhas, que vivem de forma humilde. Na época, um dos papéis da mulher era conseguir um bom casamento por interesse. Lizz nunca aceitou muito nisso. Apesar de querer se casar por amor, não imaginava algum dia se apaixonar por alguém suficiente. Fora que havia o preconceito entre mudar de escala na sociedade. Quando conhece Mr. Darcy, o aristocrata amigo de um rapaz que corteja sua irmã, ela o odeia de cara. Ele não vê beleza em Elizabeth e ela não vê um bom caráter nele. Grosso, esnobe e orgulhoso, é o que ela acha. Entre conflitos, olhares e situações, Darcy e Elizabeth vão aos poucos percebendo o quanto os dois estavam errados. Ardentemente.

Droga, minha descrição não parece muito favorável. Mas eu garanto, é bem melhor. A linguagem culta pode ser esquisita no começo para quem está acostumado aos diálogos normais, mas não se engane. É de muito bom gosto, humor e delicadeza e aposto que, dando alguma chance, você vai se acostumar e acabar amando – e aumentando seu vocabulário.

O livro deu origem a várias outras histórias e adaptações, as mais conhecidas sendo a minissérie com Colin Firth no papel de Darcy (de 1995) e o filme com Matthew Macfadyen e Keira Knightley de 2005. Ambos, com suas fidelidades, pontos positivos e negativos, são super recomendados!

Orgulho e Preconceito foi relançado pela Penguin Companhia. Confira os preços na internet. Adicione no Skoob. Assista ao trailer do filme e ao da minissérie.

por Babi Dewet. Mora no Rio de Janeiro, é autora da trilogia de livros Sábado à Noite, formada em Cinema, Galaxy Defender, Caçadora de Sombras, Jedi, Sonserina, fã de Kpop, empresária neurótica, amante de gatos, doces, fanfics, séries de TV coreanas e filmes bobos americanos.