Personagens do Livro – SAN

Amanda

(protagonista) O que uma garota tem de comum, Amanda tem de diferente. Pelo menos é muito diferente do que as pessoas imaginam que ela seja. Talvez não pelo seu jeito charmoso, cabelos castanhos e longos – levemente ondulados – e os enormes olhos verdes que dão cor ao seu rosto pálido. Uma aparência nada rebelde, roupas da moda e namorados da moda. Amanda é bem mais do as pessoas vêem por fora. Ela é sensível, medrosa, desajeitada, carinhosa e, acima de tudo, alguém que preza suas amizades. Sua melhor amiga diz que é porque pessoas do signo de Câncer, inclusive as que mudam de humor como a lua que rege os nascidos em 24 de Junho, tendem a ser dramáticas e cabeça dura. Amanda acha que é exagero porque, além de canceriana e dona da lua mais mal humorada do universo, ela é adolescente. E adolescentes não deveriam ter de tomar grandes decisões, certo?

No fundo Amanda adora jogar video game, assistir a filmes engraçados e românticos. Cresceu rodeada de amigos do sexo masculino, então se acostumou com guerras de bolas de água, ping pong e paintball. Mas com o tempo, tudo isso passou a ser coisa de infância. Como toda adolescente ela sonha com um grande amor e todas as coisas apaixonadas que todo mundo sempre fala, mas tem muito medo de que possa acabar magoada – ou magoando alguém – como ela sempre vê nos filmes.

A família Barcelos se mudou pra pequena cidade de Alta Granada antes de Amanda nascer e, desde pequena, é só o que ela conhece. Cresceu com muitos amigos, poucas amigas e antes de entrar pro Ensino Médio a vida de Amanda mudou drásticamente. Ela sempre foi bonita, mas virou popular. E o que pode ser o sonho de garotas de sua idade, beirando os dezessete anos, ela descobriu que acompanha consequências que nem sempre são como ela quer.
No colégio é uma abelha rainha, todo mundo tem olhos pra ela e suas amigas. Já pros seus antigos amigos do sexo masculino, uma quase estranha. A não ser pra Bruno, seu melhor-amigo-de-todos-os-tempos que, mesmo sendo o oposto dela perante os alunos da escola, nunca saiu do seu lado. Ele diz que Amanda é a “pequena” que deve ser observada de perto porque o tombo do pedestal pode ser rápido e doloroso. E não é só porque ela é baixinha e magrela. Bruno, desde a época das brigas de balões de água e do futebol dentro do quarto, não costuma errar.

Daniel

(protagonista) Um grande amor e toda aquela coisa de casais apaixonados só pode acontecer se existirem – no mínimo – duas pessoas. Nessa história, uma delas é a parte complicada, a parte desconfiada, que procura respostas e que ama até demais – mais do que pode entender e suportar.
A segunda parte é bem diferente. Ama com tudo que pode, sonha, se dá ao máximo, sabe o que espera e sabe que é difícil (e mesmo assim não desiste!), corre atrás, chora e canta, faz loucuras e se diverte horrores nessa caminhada.

Assim é o Daniel Marques (Danny, Dan, como quiser. Ele adora apelidos!). Olhando por fora você acha que é só um rostinho bonito e engraçado, cabelos bagunçados e castanhos, pele bem branquinha – com algumas sardas que ele particularmente odeia – e um pouco (bem pouco!) acima do peso. Ele diz que não é fortinho como Caio mas que não chega a ser magrelo como Rafa. E as garotas adoram. Sempre que Daniel passa sorrindo, aquele sorriso enorme que alimenta vários outros sorrisos em efeito dominó, as pessoas se contagiam. Ele acaba usando desse seu “poder” uma forma de consertar suas bagunças. Sendo simpático, amável, carinhoso e engraçado, como ele sempre é quando quer – por isso é um bom sagitariano. É muito entusiasmado com as coisas e também se decepciona muito fácil.
Mas em um geral é um garoto bem normal. Gosta de futebol, paintball, correr na praia e fazer churrasco. Adora aventuras. Se você o convida pra uma noite na mata, acampando e somente com as roupas do corpo, Daniel vai achar uma experiência muito legal.
Embora, num geral, ele fique com preguiça.

Suas atividades prediletas incluem uma boa noite de Mortal Kombat, assistindo a filmes clássicos nerds (ele aconselha “De volta pro Futuro”, “Ghostbusters” e “Eurotrip”!) e comendo pizza – ou os bolos Jaffa, que pra ele são incríveis. Sua banda predileta são os Beatles e McFLY e ele toca guitarra desde pequenininho. Seus pais são um pouco complicados, brigam demais e num geral são bastante rígidos. Mas Daniel é um bom garoto, sabe como agradar todo mundo.
Apesar de ser bem afobado e ansioso, ele é um ótimo amigo, ótimo ombro e adora fazer todo mundo rir. É bem misterioso e quietinho se você não o conhece bem – mas ele confia demais nas pessoas e se entrega muito fácil também. Isso pode ser algo ruim, depende do ponto de vista. Do ponto de vista de Daniel, ser sensível não é um erro e sim qualidade. Ele diz que aproveita muito mais do que as coisas tem pra dar.

Daniel é um cara muito romântico. Adora jantares, saídas, andar na praia e é o tipo de cara que empresta sua jaqueta pra você não sentir frio. Adora tomar cerveja, andar de cueca pela casa de Bruno e cozinhar de manhã. Ele não sabe cozinhar, mas se diverte tentando. Queima quase um bolo por fim de semana, mas fica super animado com isso.
É um exímio poeta, adora escrever. Por isso é bem sacaneado pelos amigos. Até pelos marotos! Sempre que gosta de alguma coisa, ele gosta demais, em exagero. Isso nem sempre é bom, mas Daniel não se importa. Inclusive quando se trata de garotas – ou garota, no caso.

Quando chegou na cidade de Alta Granada, Daniel era tímido e quieto. A primeira pessoa que ele viu foi Amanda, sentada com as amigas, e ele disse ser amor à primeira vista. Não tem jeito. Tudo na garota inspira Daniel. E logo depois ele conheceu Bruno e Caio, depois Rafa e Fred e então toda vida dele começou a mudar. Formaram uma banda de garagem, começaram a tentar chamar atenção na escola e é como se toda diversão se concentrasse em sacanear as pessoas e rir de todo mundo pelas costas.
Daniel adora se divertir.
Seu melhor amigo é o Bruno e ele se inspira muito nele pra conseguir aguentar os problemas do dia-a-dia. E ele adora seus amigos. Entende o poder de uma boa amizade, de boas conversas e de uma boa música, acima de tudo.

Bruno

Para quem leu a fanfic Sábado à Noite, ter um melhor amigo pode melhorar as coisas nos piores momentos. Existem amigos e amigos. De alguma forma existe aquele amigo que vai existir pra sempre. Ele é corajoso e fiel, está sempre do seu lado e não há nada que o impeça de te fazer feliz. Ele é carinhoso (na maioria das vezes só com você e outras pouquíssimas pessoas) e normalmente você o chamaria de “pai”, tamanha proteção, amizade e companheirismo. Ele faz você sorrir, te da um abraço quando precisa e o que não faltam são esporros pra fazer você enxergar o que talvez não esteja vendo.

Esse é o Bruno Torres, o melhor amigo da Amanda. Os dois eram inseparáveis quando crianças e Bruno esteve presente em alguns dos melhores momentos da vida da amiga. Quando ela deu seu primeiro beijo ou quando levou seu primeiro tombo jogando futebol – ele estava lá, mesmo que pra rir da cara dela. Quando mais novos queriam ser das tropas estelares de Guerra nas Estrelas, apesar de agora terem vergonha de falar sobre isso.
Bruno tem aquele sonho de se tornar um solteirão de meia idade com um carrão na garagem e muita cerveja na geladeira. Desde pequeno sempre fora muito independente. Seus pais, muito despreocupados, passavam bastante tempo fora de Alta Granada e Bruno, quando tinha quinze anos, suspeitou que eles não fossem realmente mais voltar a viver por perto como antes. E ele não ligava. Gostava de ficar em casa, jogar video-game, beber suas cervejas e usufruir das coisas que seu pai deixou pra trás e que fingia ainda ter, enviando grandes cheques e compensando o garoto pela falta da presença dos dois. Sem remorsos. Cada um com a sua vida e Bruno sabia muito bem como viver a dele.

Apesar de ser muito bonito desde pequeno com seus cabelos castanhos ondulados e curtos, os olhos grandes e azuis, Bruno mostra muito pouco de quem realmente é pra quem não o conhece. Por fora, parece sempre mau humorado, ranzinza, misterioso e sarcástico. Como bom escorpiano do dia 25 de Outubro, Bruno esconde muito bem seu lado carinhoso e apaixonado, preocupado com as pessoas que gosta e muito, mais muito inteligente. Ele não se contenta com pouco. Por saber de seu potencial, Bruno quer sempre o melhor e acha que merece muito mais do que sofrer por uma garota que não dá valor a quem ele realmente é.
Mas o problema de se estar no primeiro ano do Ensino Médio é que você ainda não aprende a ter controle sobre as paixonites do colégio. Conhecer uma menina bonita pro Bruno é sinal de paixão à vista porque ele se entrega muito fácil – apesar de esconder muito bem tudo isso. E no fundo ele fica bravo sabendo que acaba não seguindo os tantos conselhos e esporros que dá aos outros.
Pai de todos e o último a dar a palavra, Bruno sempre tem um comentário a fazer e não se importa com o que pensam dele. Odeia atitudes infantis, brincos de argola e bolsas de mulher. Ele tem medo de muita coisa que não conhece.

É melhor amigo de Amanda e, mesmo depois dela tendo mudado pra caramba em frente à todo o colégio, ele sabe que por dentro ainda é a mesma garota pequena, medrosa, que ligava pra ele quando se sentia triste ou sozinha. Trata a menina como uma irmã, porque é realmente o que sente por ela. Ele, Amanda e Caio cresceram juntos nas redondezas do seu bairro e Bruno espera até hoje que as coisas voltem ao normal e que sua garota deixe o reinado de lado – e volte a ser a plebe das tropas estelares, das tardes de filme das Spice Girls e das várias noitadas na piscina com ele e Caio, jogando simplesmente conversa fora.

Caio

Caio Andrade é o tipo do cara que as meninas se apaixonam muito rápido. Seu jeito fofo, carinhoso, charmoso só não chamam tanto a atenção quanto suas bochechas rosadas e as roupas super na moda. Caio aprendeu a ser cavalheiro desde pequeno. Abrir portas, fechar portas, puxar a cadeira, elogiar. Nunca foi do tipo namoradeiro, gosta de relacionamentos longos e de alguém que possa jogar video-game com ele nas noites dos fins de semana.
Como todo bom nascido sob o signo de Peixes, Caio é sonhador e não há nada que ele queira mais na vida do que ter uma família. Pode parecer piegas, ele até esconde isso dos amigos, mas adora um romance. Quando criança queria ser astronauta e não da tropa estelar de Bruno e Amanda. Eles que se destruíssem, Caio queria a tranquilidade. Era assim entre os amigos, durante toda infância. Enquanto Bruno puxava o cabelo de Amanda, que tentava arranhar o garoto enquanto chorava, Caio perseguia uma lagartixa, achando a coisa mais bonitinha e interessante do mundo.
Sem exageros.

Nasceu em uma família de classe média em Alta Granada e nunca saiu de lá. Sua viagem dos sonhos seria a Disney, mas seus pais tinham muito medo de deixá-lo brincar na chuva – imagina sair do país. Desde pequeno tira notas boas, apesar de não gostar de estudar. Sempre passava cola pros amigos e se divertia muito com isso porque sabia que eles não gostavam de estudar mesmo – e que na maioria das vezes fingiam que não entendiam a matéria. Eles tem um nome a zelar!
Caio não foge de apostas e jogos, adora uma competição e um desafio. Inclusive quando incluem garotas populares do colégio que acham que ele é um perdedor. Ele não se importa.

Ele nunca foi tão amigo de Amanda quanto Bruno, mas sempre teve esse carinho especial por ela. A menina era da turma, não era? Até, claro, Mandy virar o que virou no colégio e então ele até passou a entrar em seu jogo e fingir que não se conheciam. Leva na brincadeira porque ainda tem esperanças de que ela veja que o lado negro da força não é tão divertido quanto o lado deles – que inclui muito paintball, video game, filmes nerds e muita pizza! Não que ele não ache o lado negro (ou seja, as amigas de Amanda) uma delícia. Muito pelo contrário. Seu coração romântico sempre palpita mais forte quando encontra com Anna nos corredores do colégio. Ela não era tão amiga de Mandy quando Caio era e então o desencontro é mútuo.
Mas Caio tem esperanças. Em Mandy e em Anna. Só resta a ele torcer bastante. Porque querer trazer uma “garota malvada” pro lado dele da força é uma coisa. Duas delas é uma tarefa quase impossível.

Anna

Anna Beatriz. É forte e decidida desde criança e não faz nada malfeito. Gosta das coisas organizadas e às vezes se pega separando CDs e filmes por ordem alfabética. É muito amiga e fiel, gosta de proteger quem ela ama e às vezes pode até passar dos limites. É sensata e cabeça dura e não demonstra muito seus sentimentos, inclusive se forem sobre garotos. Mas por dentro ela se apaixona muito rápido, confia muito rápido, mesmo que ninguém fique sabendo disso.
É o tipo de amiga que dá esporros, critica, conforta e tenta alertar sempre que vê alguém com problemas. Inclusive quando se trata de Amanda. Ela não pode mudar a amiga, mas sabe que pode ajudá-la a tentar enxergar as coisas. Anna é assim. Se você cair ela estará lá, de prontidão, esperando pra te segurar. E ela não vai ser a primeira a dizer “eu disse” ou “eu avisei”, embora ela queira muito. Ela vai tentar arrumar a situação pra você.
Anna sempre foi aluna regular, nunca teve problemas no colégio. É muito bonita, os cabelos escorridos e bem pretos e aquela pose de modelo que todas suas amigas queriam ter. Fala sempre de um jeito doce e suave, odeia gritaria e heavy metal. Músicas românticas com pianos são suas preferidas. Adora filmes adolescentes, inclusive quando vêm com Freddie Prinze Jr. no pacote de diversão. E sua Spice Girl preferida era a Baby Spice, Emma.

Se mudou para Alta Granada com oito anos e aos dez conheceu Amanda e ficaram amigas. Não melhores amigas logo de cara – por isso Anna não andava com Bruno e Caio também – mas eram bem próximas na escola, junto com outra menina, Maya. Eram novas e pequenas ainda e Mandy passava quase o tempo todo com seus outros amigos, jogando futebol e tudo mais, coisas que Anna deixava de lado pra assistir a um bom filme e fazer as unhas com Maya.
Anna é a típica garota de Libra. Sociável, simpática, sorridente – com um pouco mais de humor ela seria uma boa Miss Simpatia, diplomática e equilibrada. Gosta de resolver as coisas conversando, é bastante modesta (sempre foi a menos metida das amigas de Amanda), apesar de ser muito bonita mesmo. Seu sonho é se casar e ter uma família perfeita, levar os filhos pra escola e talvez conhecer Freddie Prinze Jr. E a Baby Spice. E talvez um dos caras muito gatos do McFLY, uma banda que Amanda disse que Bruno escutava bastante.

Seu jeito autoritário gera muito respeito entre as pessoas e por isso Anna sempre é considerada presidente de turma, conselheira, ombro amigo e na maioria das vezes está à frente das idéias e programas. Foi assim que conheceu Maya no colégio, a menina calada e ranzinza que sentava atrás dela na sala. Amanda estava conversando com um dos seus amigos, isso na terceira série, e um deles jogou uma bola de papel em Maya – até hoje ela não lembra se era Caio, Bruno ou outro garoto qualquer. Mas se levantou furiosa, disse que iria matar até os futuros filhos que eles quisessem ter e só não partiu pra uma coisa mais física porque Anna puxou ela pro banheiro. Maya falou uma porção de palavrões, fazendo Anna rir e então as duas gargalharam juntas. Amanda entrou no banheiro pedindo desculpas e viu que tinham feito mais uma amiga.

Maya

Maya McFusty é uma garota que não teme nada e ninguém. É super decidida e teimosa, daquelas que batem o pé e, na maioria das vezes, conseguem com que todo mundo faça o que elas querem. Maya adora os sábados à noite em casa, mas não há nada melhor pra ela do que papear em uma sorveteria ou assistir a um bom filme nos cinemas. Inclusive quando forem filmes românticos do Leonardo DiCaprio ou Gerard Butler! Ou quem sabe um bom show em um bom baile?

Maya é a típica menina de áries, como dizem suas amigas. Impulsiva e independente, ela é facilmente irritável e não leva desaforo pra casa. Se tiver que encarar um desafio, ela tá dentro, sem dúvida, e adora ironia. Não é muito sutil, sempre acaba falando a verdade, doa a quem doer, e não entende como as pessoas dormem contando carneirinhos. No décimo primeiro ela começa a ficar brava e aí é que não dorme mesmo.
Super ansiosa, faz sempre o melhor que pode, embora não pense muito antes de falar ou fazer alguma coisa. Adora diversão, música, teatro e esportes, por incrível que pareça.
Não é fã de praia ou sol, tendo a pele muito branquinha e rosada, combinando com os cabelos – pintados, porque o original é loiro bem claro – vermelhos e olhos cor de mel. Sempre que se olha no espelho ela acha que poderia emagrecer um pouco, mesmo sendo alvo de vários garotos no colégio como uma garota realmente atraente e em forma. Pra não dizer “gostosa”. É alta e acha engraçado quando meninos mais baixos são bonitinhos, embora concorde que meninos sejam todos irritantes.
Se apaixona facilmente, mas nunca – nunca mesmo – demonstra os sentimentos. Gosta de joguinhos, de se fazer de difícil e de tentar a paciência dos outros.

Maya chegou à Alta Granada ainda criança e só foi conhecer Amanda e Anna na escola. Seu irmão mais novo tem 5 anos e se chama Gabriel. Ela não gosta muito de crianças num geral, porque acha que não leva jeito pra mãe. Sempre se irrita quando o irmão chora e não entende porque alguém iria querer passar vinte e quatro horas perto daquele berreiro. Ela não aguenta.

No colégio, sempre tira notas boas e adora paquerar os meninos na sala. Acha engraçado o jeito como eles agem perto dela e de suas amigas. Mesmo que no fim ela acabe passando todo seu tempo lendo revistas de fofoca ou falando no celular.
É irônica, desbocada, não suporta perguntas idiotas ou respostas burras. Tem o pavio muito curto, mas admite que os “marotos” do colégio além de irritantes são super bonitinhos. Aliás, até então ela só sabia da existência de três deles, sem incluir o garoto esquisito mais velho que fica o tempo todo em volta delas.
Ela não sabia muito bem quem era Rafael, o quarto maroto – o mais novo e bonitinho deles. E não fazia idéia de que era tão irritante ser chamada com o nome de um doce! E ela nem gosta de coco.

Rafael

Rafael é um caso a parte. Sempre acostumado a estar com os amigos, nunca sozinho, ele fala pouco, faz pouco – mas quando resolve acontecer, sai de baixo! Não conhece a palavra “impossível” e se diverte tentando fazer as coisas do jeito dele.
Se tem uma coisa que Rafa gosta mais do que música – e baixo, porque pra ele é o melhor instrumento do mundo – é jogar video-game. Mortal Kombat. SubZero. Impossível vencerem ele. Tudo bem que Bruno e Amanda são os dois únicos que já conseguiram esse feito, mas ele manda sempre avisar que é o melhor. Não tem pra ninguém.

Nasceu aos arredores de Alta Granada e seus pais são muito tradicionais. Por ele, vivia morando na casa de Bruno, mas sua mãe ainda acha que ele não tem idade pra isso. Poxa, dezesseis anos? Em muitos lugares adolescentes dessa idade bebem e dirigem, porque ele não pode dormir fora?
Do signo de capricórnio, Rafa é bem tranquilo, calmo e paciente. Gosta muito de resolver os problemas da melhor forma possível – e é melhor ainda quando é ele o responsável por tudo. Por bagunçar e arrumar.
Adora irritar os amigos. Não sente muita necessidade de ser sério, adora uma boa piada. Sabe a frase “perde o amigo, mas não perde a piada”? Foi feita pra ele. Tenta compensar a baixa estima, por se achar muito baixo e magro, com as brincadeiras e quase sempre dá certo. Ele conquista meninas, não é?
Sua mãe sempre quis ter uma filha e quando Rafael nasceu – ele se chamaria Rafaela, no caso – ela continuou tratando o menino com todo o cuidado de uma garota. Foi mimado, acostumado a ter tudo que quer e por isso até hoje não desiste quando vê desafios.
Afinal, há alguns meses ele ganhou toda a coleção de Lego de Caio em um simples jogo de luta no Mortal Kombat. Quem disse que poderiam vencê-lo?

As meninas no colégio sempre o acharam lindinho, fofinho, engraçadinho. Ele não se importa com os diminutivos. Sempre diz aos amigos que tem muito amor pra dar e que lobo mau sempre se esconde em pele de cordeiro. Não que seja total verdade, Rafa é um romântico quase não assumido e adora dar presentes. Gosta também de Tartarugas Ninjas, do filme Eurotrip, de sites pornôs, coisas nojentas, Beatles e… pizza! Ele daria tudo pra ser Rafael, a tartaruga que combate o crime, fica perto da menina ruiva e come muita, muita pizza ao lado de um rato gigante.
Adora meninas ruivas, só pra deixar avisado a vocês, leitores.

Fã de lagartos e animais que os amigos acham nojentos, ele entrou pra turminha dos “marotos” quando, na sétima série, levou um camaleão pro colégio. Bruno, Caio e Amanda logo acharam que ele tinha futuro e levaram o garoto pra jogar video-game. Ele nunca mais saiu de perto deles. Amanda até disse que ele é o nerd mais fofinho que conheceu, com seus cabelos quase loiros jogados no rosto, piercing no lábio (ele já tirou, sua mãe o chantageou com um lagarto mexicano), olhos muito escuros e um nariz fininho de dar inveja.

Até Carol já admitiu isso, e ela não gosta nem de nerds nem de lagartos. É por isso que até hoje ela agradece o fato de ter se livrado de Bruno, com quem namorou por algum tempo até achar que ele a traiu e tudo mais.
Não que a maioria das afirmações acima sejam verdadeiras. Acreditem.

Carol

Carolina Moraes é e sempre foi uma garota muito bonita. Seus pais a mimaram muito e ela cresceu cheia de elogios e encorajamento. Sempre quis trabalhar com moda e sua mãe a inscrevera em alguns concursos de beleza quando criança. Nasceu sob o signo de áries, então é bem cabeça-dura e, ao mesmo tempo, sentimental. Não gosta de mostrar os sentimentos porque tem medo de que alguém possa machucá-la. Mas ela não tem medo de machucar ninguém. Sempre diz o que pensa e não suporta ser contrariada.
Conheceu Amanda, Anna e Maya no colégio quando entrou na sexta série, depois de se mudar para Alta Granada. Morava em uma cidade grande antes e seus pais queriam uma adolescência menos perturbada pra filha.
Quem disse que Alta Granada era mais calma estava terrivelmente enganado.

Carol é fã de festas, bailes, praia e de sair pra tomar sorvete. Tudo que não inclua ficar muito tempo em casa. Gosta de revistas de fofocas, Pussycat Dolls, Angelina Jolie e garotos. Sempre foi muito namoradeira mas não se envolveu muito emocionalmente. Carol gosta de curtir e já chegou no colégio sabendo que seria popular.
Só não contava com a idéia de se apaixonar pelo melhor amigo de sua recente melhor amiga, Amanda – um dos meninos menos populares de todos os tempos. Bruno era fofo, maduro, confiante e engraçado. Apesar de ranzinza, Carol gostava bastante de ficar perto dele. Até que certa vez ela ouviu um comentário – que ela nunca falou pras amigas com exatos detalhes. Uma menina chamada Rebecca, que estudava na sala de Bruno, disse que ele tinha ficado com sua amiga. Mas disse até local e hora.
Podem imaginar como Carol ficou brava? Logo terminou tudo, não quis nem explicações. Afinal, o garoto não era de demonstrar muito seus sentimentos e ela não sabia mesmo o que ele sentia. Ficou com raiva, mas não disse às amigas quem realmente tinha lhe contado a fofoca. Sabia que ninguém acreditaria na tal Rebecca, que realmente não era ninguém no colégio.
Até agora, certo?
Desde então ela foge dos marotos como vampiros deveriam fugir da cruz. Não quer se deixar levar pelo fato de que suas pernas ficam bambas quando Bruno chega perto e nem admitir o que realmente sente. E que talvez, talvez mesmo, ele pode ser inocente nessa história toda.

Carol sempre foi uma boa amiga. Apesar de ser um pouco séria e esnobe, ela sempre é alguém com quem se pode contar. E é realmente uma boa pessoa. Quando quer, é a melhor amiga do mundo, sem dúvidas. Mas quando quer ela também pode ser a garota que você não vai querer encontrar no corredor quando tiver uma espinha saltando no nariz. Ela sabe ser malvada.
Gosta de boas histórias, boas músicas e – por incrível que pareça – de bons livros. Adora histórias românticas e biografias de seus ídolos. Seu último livro era sobre a Madonna.

É o tipo de garota que todo mundo quer ficar por perto – meninos ou meninas. Ela atrai os olhares com seus cabelos castanhos, levemente encaracolados e muito bem arrumados. Parece em um eterno comercial do shampoo. É um pouco mais alta que Amanda – e ela diz “Como se fosse muito difícil!” – tem bem mais peito que as amigas e acha que por isso os garotos olham mais pra ela. Mas Carol não pode evitar. Seu corpo se desenvolveu primeiro do que todo mundo que ela conhecia. Talvez só a Guiga entre as amigas tinha peitos que poderiam chamar alguma atenção, na opinião dela.
Guiga entrou no colégio um pouco depois dela, e logo viraram amigas.

Guiga

Guiga é o tipo de amiga que todo mundo tem – e se não tem, quer ter. Tem um ótimo coração, daquelas pessoas que perguntam o tempo todo se você está bem ou se quer ajuda. Muito atenciosa, simpática, sempre sorridente e de alto astral.
Se você está querendo alguém pra se abrir, essa pessoa seria a Guiga. Ela sabe manter um bom segredo e vai te dar um bom abraço se estiver precisando.

Não que o nome dela seja realmente esse – mas ela odeia ser chamada de qualquer outra forma diferente (é sério, nunca faça isso!). Seu nome, Guilhermina Helena, é em homenagem a Rainha Guilhermina dos Países Baixos (em holandês Wilhelmina Helena Pauline Marie van Oranje-Nassau) do final do século XIX. A Rainha era filha e sucessora de Guilherme III e os pais de Guiga acharam que seria um bom nome pro seu irmão. Guilherme tem 12 anos, uma fase extremamente irritante, e por isso Guiga nunca nem o menciona. Irmãos assim podem ser um suicídio social.
Os pais de Guiga são donos da maior queijaria da região e, de acordo com ela, os caras mais caipiras e certinhos que já conheceu. Cresceu infringindo regras caseiras porque, pros seus pais, era terminantemente proibido namorar ou sair pra festas. Guiga ficou mestre nisso. Mas ela sabia de cor toda a listinha de coisas proibidas pro senhor e senhora Álvarez Barreto (o sobrenome de Guiga, porque falar Guilhermina Helena de Álvarez Barreto poderia assustar os leitores):

– Deixar o celular desligado;
– Sair para festas onde se encontram pessoas do sexo masculino;
– Deixar de ir à Igreja no domingo;
– Namorar;
– Usar salto alto em dia de escola;
– Tirar notas abaixo de sete;
– Não arrumar a cama;
– Não lavar sua louça;
– Ficar grávida (em NENHUMA hipótese isso poderia ser comentado até depois dos trinta anos);
– Já anotamos sair pra festas onde encontram-se meninos?

Guiga sempre foi uma boa aluna, mas se rebela sempre que pode. Quando chega em casa com um 6,5 acha até graça na expressão de sua mãe. Não é muito fã de televisão, mas gosta de livros (Meg Cabot é sua autora preferida), música pop e de patinar no gelo. É louca pra ter um grande amor, aqueles de cinema mesmo, e é muito fã de futebol. Por incrível que pareça.
Conheceu Amanda e suas amigas no final da oitava série. Sabia quem Amanda era e tudo mais, mas tinham – como se diz? – problemas com garotos. Vocês sabem. Gostar do mesmo cara não faz realmente com que virem melhores amigas.
Mas elas passaram por isso e, conhecendo direito Mandy, Anna, Carol e Maya, Guiga se sentiu finalmente em casa. Descobriu que podia ser garota com elas. Passar os dias pintando as unhas, passando chapinha em seus cabelos revoltos e claros, aprendendo a passar maquiagem em sua pele oliva e enormes olhos castanhos. Simplesmente falar de garotos. Com suas amigas ela não precisava mentir, quebrar regras ou fugir de casa pra namorar perto do rio ou na praia.

Na verdade, ela conhece poucos caras com quem poderia namorar. Não que seja muito exigente, mas quando se é popular na escola, os garotos costumam fazer fila.

Fred

Frederico Bourne é o mais velho entre os “marotos” e o queridinho do colégio. Apesar de ser da “galera loser” e tudo mais, Fred conquistou os professores, diretor e até garotas com seu jeito malandro, engraçado e excêntrico. Ele adora ser quem é. Pro garoto não há jeito melhor de se divertir do que zoar os jogadores de basquete e futebol do colégio, inventar apelidos pras pessoas ou comer pizza com os amigos na casa de Bruno. Ele não se importa de andar com meninos mais novos – na verdade se diverte com eles. Fred sempre foi aquele cara que passava pelos corredores fazendo os meninos rirem e, assim que tiveram oportunidade de conversar, viraram amigos.
Isso, pouco tempo antes de todos eles levarem fama pelo comportamento inadequado no colégio.
Fred sempre ri quando chamam ele e seus quatro amigos de perdedores ou losers. Ri porque, na verdade, eles realmente são garotos comuns que gostam de chamar atenção. E acabam conseguindo.

E Fred adora chamar atenção. Seus cabelos loiros compridos, desgrenhados, vivem em um rabo de cavalo e sempre que pode ele deixa uma barbicha crescer. As roupas são sempre divertidas – ele adora camisetas justas, casacos de couro e galochas coloridas. As meninas o acham bonito, mas esquisito. Se ele não falasse tão alto, não risse tanto ou fizesse tantas piadas, talvez pudesse ser popular.
Mas ele não quer. Gosta mesmo de se divertir às custas dos outros. Que tipo de popular faz isso com tanta graça? E quem iria zoar os populares se os nerds losers virassem populares?
Não, cada um com seu Status Quo.

Ele raramente se apaixona. Adora meninas, é bem namorador (a amiga da sua amiga já deve ter ficado com ele em alguma festa e depois alegou que estava bêbada pra não pegar mal), mas quando conhece a patota de Amanda, as coisas começam a mudar. Ele vê realmente um futuro com uma garota – e de repente passa a se esforçar muito pra conquistá-la.
Mas isso vocês ficarão sabendo aos poucos.

Do signo de Touro, Fred tem necessidade de expressar seus sentimentos de alguma forma. Ele escolheu música. Nunca formou uma banda porque sempre se acha melhor que os outros, mas apoia a banda dos seus melhores amigos e tenta sempre fazer com que tudo dê certo pra eles. Fred é muito engraçado. É um ótimo amigo, sempre tem resposta pra tudo e adora ser companheiro de aventuras. Sempre respeitou muito as pessoas, foi como foi criado, mas não gosta que mexam com ele ou com quem ele gosta. Melhor ser amigo do Fred do que inimigo, te garanto.
Até porque ele pode ser mesmo uma pessoa relaxada e relapsa. Com certeza ele vai esquecer seu aniversário e te ligar uma semana depois alegando que esteve com catapora ou uma doença venérea que o impossibilitou de ir até sua casa.

Mas ele pode ser muito romântico, carinhoso e sonhador. Além de sem noção, claro. Você nunca sabe o que esperar dele e é o tipo de cara que vai te surpreender a cada instante.
Só não espere que ele corte o cabelo.

Kevin

Kevin chega como quem não quer nada e Amanda fica encantada com o jeito dele. Porque ele é sensível e engraçado, desbocado mesmo, e parece querer muito ajudar a menina. Ele é um cara decente, bonito, de bom caráter e ainda faz ótimos sorvetes.
Seu pai é dono da maior sorveteria da cidade e Kevin trabalha por lá quando não está na escola – ou na casa de Brian, seu grande amigo.

Kevin nunca parece ter dúvidas. Ele é o tipo de cara que vai sempre ter uma resposta e é tão sensível, nesse caso, que percebe quando as pessoas não estão bem à sua volta. O que pode – ou não – ser algo muito bom. Queira você ou não, Kevin vai saber o que você está sentindo e vai tentar te ajudar. Porque ele gosta, ele se importa e ele quer ver todo mundo muito feliz. Não suporta inimizades, brigas e tristeza e acha que bom humor e um bom astral fazem o dia mais feliz. Então Kevin sempre tenta acordar sorrindo pra si mesmo no espelho.

As meninas na escola acham o garoto super bonito. Os cabelos escuros e lisos, quase sempre jogados no rosto que é bem branco e sorridente, com covinhas e olhos bem claros. O sonho de várias meninas. Kevin é fortinho, gosta de ter um corpo bonito e se importa muito com a qualidade dos shampoos que usa. Sempre usa condicionador.
Não se importa com comida, é magro de ruim mesmo, e adora um bom sorvete de creme. Kevin sempre teve muita liberdade pra escolher e fazer o que quiser e ele agradece muito seus pais por isso.
Ele adora se vestir bem. Acha que um bom sapato e um casaco de couro fazem toda diferença.
E talvez façam. Kevin é diferente dos caras que todo mundo conhece e você com certeza pensa que, de fato, ele seria um bom namorado.

Mas o Kevin ainda vai dar muito o que falar. Ele não deixa os amigos cometerem erros sem ao menos dizer a eles o que pensa. E ele definitivamente não vai se ver livre de Amanda por muito tempo. Aguardem.

por Babi Dewet. Mora no Rio de Janeiro, é autora da trilogia de livros Sábado à Noite, formada em Cinema, Galaxy Defender, Caçadora de Sombras, Jedi, Sonserina, fã de Kpop, empresária neurótica, amante de gatos, doces, fanfics, séries de TV coreanas e filmes bobos americanos.

1 comentário

  1. Undefined disse:

    Tem como ler só o primeiro capitulo online?

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

CommentLuv badge