Resenha de O Grande Gatsby

Gosto muito de dar uma opinião mais simplória e jovem de livros clássicos. Porque, se antes eu tinha algum preconceito e chatice pra ler alguns dos livros mais famosos, agora eu fico me roendo pra conhecê-los. Isso acontece. Talvez aconteça porque meu lado “odeio a professora de literatura” amadureceu; talvez seja só curiosidade mesmo. O fato é que Orgulho e Preconceito abriu uma comporta que só a Companhia das Letras poderia conter.

Sempre pensei em F. Scott Fitzgerald como um autor difícil. Um gênio, com uma mulher no hospício e alcólatra, foi um dos escritores da chamada “geração perdida” da literatura americana. Seus livros refletem uma época, um modismo e estilo de vida boêmio que é apalpável e claro na imaginação. Ficou marcado.
O Grande Gatsby, lançado em 1925, é um romance clássico sobre a alta sociedade americana e uma crítica ao famoso “sonho americano”.
Para quem está acostumado a uma linguagem mais clara, muitos diálogos explicativos e uma leitura crescente da história, pode ficar um pouco perdido no mundo de Gatbsy. Não por ser difícil, longe disso. Além do mais, é engraçado e espirituoso.

O personagem Gatsby é de longe o cara que esperei que fosse. Ao mesmo tempo que eu imaginava o físico do Leonardo DiCaprio (já que soube antes que ele iria fazer o filme), durante a leitura eu não conseguia deixar de pensar nele como um cara bem mais… velho. Cansado, que desistiu da vida e dos sonhos, mesmo que seja justamente sobre a busca deles que o livro retrate. O personagem principal, Nick – quem narra a história – é cheio de contradições, mas muito bem construído, amigo e alguém que claramente vê os acontecimentos de fora. Daisy, minha preferida, é repleta de citações fantasiosas, comentários que não se encaixam nas cenas e uma loucura meio vívida na forma etérea de ver a vida.

A história é sobre esse cara, Gatsby, um milionário que vive para dar festas em sua mansão. Pessoas de todo lugar comparecem. Pessoas que não sabem que é Gatsby curtem a festa a seu lado, fofocando sobre sua vida, enquanto o dono da casa se diverte assistindo. Ele é basicamente isso por um bom tempo: observador.
Nick Carraway, o narrador, acaba se mudando para a casa ao lado. Em um reencontro com a prima Daisy, casada com Tom, conhece Jordan – uma esportista que logo inicia um romance com ele. Ao ficar mais próximo de Jay Gatsby, acaba descobrindo que algumas fofocas podem ser reais, que a vida de seu amigo é uma grande confusão e que Jay é um cara melhor do que ele imaginava ser.

O livro retrata essa juventude que comemora o caos da Primeira Guerra Mundial com a proibição da bebida alcólica, o jazz, o mercado negro e o romance libertino. De primeira, nos anos 20, não foi considerado um livro popular – ao contrário de hoje em dia, que é obrigatório sobre a literatura americana.

Você espera um romance, você tem esse romance. Com um contexto mais sério, uma maior intensidade e na visão de alguém pé no chão, o livro de fato é muito bom e envolvente. Não atoa está classificado em segundo lugar no top 100 das melhores novelas do século XX.

O Grande Gatsby é um relançamento da Companhia das Letras (Penguin Companhia), escrito por F. Scott Fitzgerald. Já foi adaptado para os cinemas nos anos 70, tendo uma nova adaptação para sair ano que vem. Adicione no Skoob. Saiba onde comprar.

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por Babi Dewet. Mora no Rio de Janeiro, é autora da trilogia de livros Sábado à Noite, formada em Cinema, Galaxy Defender, Caçadora de Sombras, Jedi, Sonserina, fã de Kpop, empresária neurótica, amante de gatos, doces, fanfics, séries de TV coreanas e filmes bobos americanos.