Say what? 11 anos de Hannah Montana

Era pra ser um dia comum e provavelmente escreveria sobre Veronica Mars (tô querendo falar sobre o projeto da quarta temporada faz tempo) mas eu fui lá no Twitter pela primeira vez em dias e, para meu prazer-desprazer, vi o tweet que a Babi havia me marcado junto com a Gui que tinha a hashtag #11yearsofhannahmontana.

Como diria a Miley Stewart, pink haired novelist that once looked like Avril Lavigne say what?

Hannah Montana é vista por muitos como algo vergonhoso do passado. Acho que hoje em dia não tem muito disso, porque já encontrei adultos (tipo quarentões mesmo) que se divertiam vendo a série na TV aberta, mas lembro de um passado não muito distante no Filmow onde as pessoas vinham deixar seus comentários amargurados na página da série (e de High School Musical). Mas tenho o maior prazer de contar a você que possuo todas as temporadas em DVD e que assisto os episódios bem mais do que deveria nos dias de hoje.

A verdade é que ainda sou muito julgado por ser fiel as minhas “raízes Disney” e sempre acabo visto com maus olhos por muita gente que gosta das coisas que gosto hoje em dia – tipo NirvanaBeatles. Já até me chamaram de incógnita, talvez por não terem a menor ideia de que há pesquisadores acadêmicos que associam a sonoridade das músicas ao legado do New Wave, gênero que saiu do punk. Pois é, aposto que sua mente acabou de explodir. Quero ver você dizer que o cara que passou horas estudando sobre o assunto e manja dele mais que você é louco agora!

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Mesmo não pertencendo à cultura desse mundão pop louco de hoje – e pior, tô numa fase em que pouquíssima coisa dele me atrai e que cada vez mais ouço música dazantiga -, Hannah Montana me apresentou à Miley Cyrus (sou fã dela até hoje e o primeiro show que vi na vida foi dela) e foi a primeira série que acompanhei fielmente: lendo sinopse de episódios, tendo que baixar do YouTube (bons tempos em que fazer esse tipo de upload era algo comum) pra ver em inglês sempre que saia uma novidade (demoraaaaaaava pra sair no Brasil as coisas viu?) – olha que bacana: não tinha equipe pra legendar “série de criança” naquele tempo, e isso acabou me ajudando a aprender inglês!

Meus alunos hoje conhecem a Miley por suas performances ousadas e, por mais que tenham visto a série na infância, não farão ideia de como era legal viver aquilo e fazer parte da Famih, o grupinho de amigos que saiu da comunidade no Orkut, ficar horas a fio debatendo sobre as músicas do Meet Miley Cyrus e do Breakout no MSN aguardando leaks e coisas do tipo, usar foto da Miley no avatar das suas redes sociais ou ficar esperando hoooooooooras pra baixar os episódios pelo RapidShare na qualidade mais vagabunda possível só porque você era o único entre os amigos que não tinha Disney Channel.

E quando tinha os live chats no Twitcam hein??? A Miley falou comigo uma vez e eu quase morri aqui em casa!

A verdade é que Hannah Montana me deu a oportunidade de conhecer muitos amigos pelo Brasil afora na Era de Ouro da internet – mais que isso, me fez descobrir que gostava de escrever sobre cultura ao me colocar à frente de fansites (mais especificamente o Just a Fansite, a.k.a como eu conheci Babi e Gui) e coisas do tipo.

Foi tanta coisa que aconteceu graças a uma série com produção mais ou menos do Disney Channel e, quando a gente ouve de algo que parece que foi ontem com o termo “11 anos” do lado, percebemos o quanto que mudou, tudo que passou e todas essas coisas.

No fim das contas, aquela música do Hannah Montana Forever traduz muito bem o que a gente sente pela série: I’ve always got the memories while I’m finding out who I’m gonna be… We might be apart but I hope you always know, you’ll be with me wherever I go.

por Da5vi. Ama power pop, rock clássico, punk, new wave e punk pop, mas descobriu q pop mainstream pode ser cool. O cinco é mudo.