“O Grande Gatsby” ganha quatro capas idênticas – e editoras diferentes!

Achei engraçado compartilhar a notícia. A gente bem sabe que as editoras gostam de lançar livros com as capas dos filmes quando estão pra sair nos cinemas e rola aquela divulgação a mais. Super compreensível. Há quem ame e quem odeie (eu adoro!), mas pequenas gafes podem deixar de acontecer. Com o lançamento do filme O Grande Gatsby, baseado na obra lindíssima de F. Scott Fitzgerald (aproveita pra ler minha resenha!), quatro editoras republicaram o livro. Só que com a mesma capa.

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A L&PM Pocket, Tordesilhas, Landmark e Geração Editorial cometeram uma gafe gravíssima. Apesar de curtir muito tanto Leonardo DiCaprio na minha estante, fico confusa com o que fazer. Acho que a da Landmark ganha por ser capa dura e bilíngue, hein?
O que acharam?

por Babi Dewet. Mora no Rio de Janeiro, é autora da trilogia de livros Sábado à Noite, formada em Cinema, Galaxy Defender, Caçadora de Sombras, Jedi, Sonserina, fã de Kpop, empresária neurótica, amante de gatos, doces, fanfics, séries de TV coreanas e filmes bobos americanos.
Cartazes de “O Grande Gatsby”

Já viram os cartazes nacionais do filme “O Grande Gatsby”, baseado na obra homônima de F. Scott Fitzgerald? Ficaram lindos! A história será narrada por Nick Carraway (Tobey Maguire), um aspirante a escritor que sai do centro-oeste dos Estados Unidos para morar em Nova York em 1922. Seu novo vizinho será Jay Gatsby (Leonardo Di Caprio), um misterioso milionário e bastante festeiro. Em meio a uma sociedade sem moral e a ascêndencia da música jazz, Nick testemunhará mistérios no novo mundo que vivencia e tentará escrever um conto sobre um amor impossível, sonhos incorruptíveis e tragédias que espelham nossos próprios conflitos em tempos modernos. Baz Luhrmann (Romeu e Julieta e Moulin Rouge) é o roteirista, produtor e diretor do filme, então é certo que vem coisa boa por aí!

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O filme estreia dia 10 de maio nos Estados Unidos e 7 de junho aqui no Brasil. Vejam o trailer legendado abaixo:

por Gui Liaga. Jornalista, publisher e agente literária. Darth Vader da SAN Crew, Grifinória/Corvinal, Distrito 4, Wolfpack, Vulcan e DarkSide. E alguém que não entende nenhuma espécie de preconceito, principalmente literário.
Resenha de O Grande Gatsby

Gosto muito de dar uma opinião mais simplória e jovem de livros clássicos. Porque, se antes eu tinha algum preconceito e chatice pra ler alguns dos livros mais famosos, agora eu fico me roendo pra conhecê-los. Isso acontece. Talvez aconteça porque meu lado “odeio a professora de literatura” amadureceu; talvez seja só curiosidade mesmo. O fato é que Orgulho e Preconceito abriu uma comporta que só a Companhia das Letras poderia conter.

Sempre pensei em F. Scott Fitzgerald como um autor difícil. Um gênio, com uma mulher no hospício e alcólatra, foi um dos escritores da chamada “geração perdida” da literatura americana. Seus livros refletem uma época, um modismo e estilo de vida boêmio que é apalpável e claro na imaginação. Ficou marcado.
O Grande Gatsby, lançado em 1925, é um romance clássico sobre a alta sociedade americana e uma crítica ao famoso “sonho americano”.
Para quem está acostumado a uma linguagem mais clara, muitos diálogos explicativos e uma leitura crescente da história, pode ficar um pouco perdido no mundo de Gatbsy. Não por ser difícil, longe disso. Além do mais, é engraçado e espirituoso.

O personagem Gatsby é de longe o cara que esperei que fosse. Ao mesmo tempo que eu imaginava o físico do Leonardo DiCaprio (já que soube antes que ele iria fazer o filme), durante a leitura eu não conseguia deixar de pensar nele como um cara bem mais… velho. Cansado, que desistiu da vida e dos sonhos, mesmo que seja justamente sobre a busca deles que o livro retrate. O personagem principal, Nick – quem narra a história – é cheio de contradições, mas muito bem construído, amigo e alguém que claramente vê os acontecimentos de fora. Daisy, minha preferida, é repleta de citações fantasiosas, comentários que não se encaixam nas cenas e uma loucura meio vívida na forma etérea de ver a vida.

A história é sobre esse cara, Gatsby, um milionário que vive para dar festas em sua mansão. Pessoas de todo lugar comparecem. Pessoas que não sabem que é Gatsby curtem a festa a seu lado, fofocando sobre sua vida, enquanto o dono da casa se diverte assistindo. Ele é basicamente isso por um bom tempo: observador.
Nick Carraway, o narrador, acaba se mudando para a casa ao lado. Em um reencontro com a prima Daisy, casada com Tom, conhece Jordan – uma esportista que logo inicia um romance com ele. Ao ficar mais próximo de Jay Gatsby, acaba descobrindo que algumas fofocas podem ser reais, que a vida de seu amigo é uma grande confusão e que Jay é um cara melhor do que ele imaginava ser.

O livro retrata essa juventude que comemora o caos da Primeira Guerra Mundial com a proibição da bebida alcólica, o jazz, o mercado negro e o romance libertino. De primeira, nos anos 20, não foi considerado um livro popular – ao contrário de hoje em dia, que é obrigatório sobre a literatura americana.

Você espera um romance, você tem esse romance. Com um contexto mais sério, uma maior intensidade e na visão de alguém pé no chão, o livro de fato é muito bom e envolvente. Não atoa está classificado em segundo lugar no top 100 das melhores novelas do século XX.

O Grande Gatsby é um relançamento da Companhia das Letras (Penguin Companhia), escrito por F. Scott Fitzgerald. Já foi adaptado para os cinemas nos anos 70, tendo uma nova adaptação para sair ano que vem. Adicione no Skoob. Saiba onde comprar.

Confira algumas capas de outras edições:

por Babi Dewet. Mora no Rio de Janeiro, é autora da trilogia de livros Sábado à Noite, formada em Cinema, Galaxy Defender, Caçadora de Sombras, Jedi, Sonserina, fã de Kpop, empresária neurótica, amante de gatos, doces, fanfics, séries de TV coreanas e filmes bobos americanos.